Sabe o que é melhor do que só ficar publicando coisas nas redes sociais? Publicar com propriedade.

Por isso, hoje vamos dar dicas pra você arrasar no Instagram, sim, mas tudo com base em dados. Assim ninguém gasta tempo com coisas que acha que funciona, mas que efetivamente dão certo se forem aplicadas direitinho.

Vamos lá?

 

1. Mas por que Instagram?

As chances de você encontrar o seu cliente do Instagram só crescem, sabia? Em setembro de 2017 já eram 800 milhões de usuários ativos por mês e 300 milhões por dia. Só para comparar, em abril o Twitter tinha 328 milhões de usuários mensais ativos. No Brasil, segundo Vishal Shah, diretor de negócios global do Instagram, são 50 milhões de usuários ativos mensais.

Mas será que o Instagram é pra você?

Uma pesquisa da Pew Research Center de 2016 descobriu o seguinte: nos Estados Unidos (e estamos extrapolando um pouquinho para o Brasil), 32% de todos os adultos online usam o Instagram.

Essa estatística cresce ainda mais quando falamos de adultos entre 18 e 29 anos: 55% desta faixa etária estão no Instagram – a maior porcentagem entre todas as faixas etárias. A segunda maior é a dos adultos entre 30 e 49 anos, com 33%.

Além disso, o uso é maior entre as mulheres. Dos os adultos online no Instagram, 38% são mulheres e 26% são homens.

O que a gente aprende com tudo isso? Se o seu público alvo ou suas personas entram nesse grupinho de jovens adultos, há grandes chances de você criar um relacionamento legal com eles por meio do Instagram.

 

2. As empresas dominam o Instagram

Se você não está no Instagram, há grandes chances de seu concorrente estar.

Dados divulgados pelo próprio Instagram em março de 2017 afirmam que já eram oito milhões de empresas utilizando a rede social em todo mundo, sendo que o Brasil figura entre os países que mais aderem ao app. Na mesma publicação, outro fato interessante: 80% dos usuários do Instagram seguem uma marca/empresa.

E ah, não se esqueça que o Instagram também tem um perfil empresarial que você pode ativar! Esse perfil é diferente do comum e permite adicionar informações extras, assim como o acesso a funcionalidades diferentes no Stories (mais sobre isso no item cinco).

E, é claro, com isso você tem acesso ao analytics do seu Instagram para obter dados que podem te dar insights valiosos: impressões e alcance dos posts, assim como informações demográficas dos seus seguidores.

 

3. O que devo publicar e como?

Tá pronto pra um monte de estatísticas que vão te dar uma ideia de como postar no Instagram? Um extenso estudo da Simply Measured de 2014 analisou mais de seis mil publicações de 80 marcas diferentes e chegou à conclusões bem interessantes, dá uma olhada:

– Não há dados relevantes sobre a diferença de engajamento quando a legenda da imagem/vídeo é maior ou menor. Porém, em média, a legenda tem 138 caracteres.

– Quando não usada como spam, a marcação de outros usuários na legenda aumenta o engajamento em 56%.

– Posts com pelo menos uma hashtag têm 12,6% mais engajamento do que os que não têm. Isso acontece porque a hashtag é uma forma de expor o seu conteúdo para pessoas que não necessariamente seguem a conta. É uma forma orgânica de novas pessoas entrarem em contato com a marca.

– Posts com localização obtêm 79% mais engajamento. A localização também é uma forma de deixar o conteúdo disponível para ser encontrado de outras maneiras, não apenas do feed das pessoas que seguem a marca.

Mas e aí, eu posto vídeo ou foto? Essa é a grande questão.

Um estudo da NewsWhip, que analisou 30 grandes marcas durante o mês de maio de 2017, chegou a algumas conclusões.

No período analisado, as fotos ainda eram a maioria das publicações, com 67%. E, acredite, a média de engajamento em publicações apenas com imagens é significativamente maior.

No entanto, a média de comentários em vídeos é maior do que a média de comentários em fotos. Dá uma olhada no gráfico abaixo.

Enquanto a média de likes em fotos é mais de 55 mil e em vídeos é pouco mais de 43 mil (uma diferença de exatamente 12.365 comentários), a média de comentários é menor. Cerca de 546 em fotos e 761 em vídeos – diferença pequena, mas significativa.

E se eu resolver publicar uma foto, o que dá melhor resultado? Outra pergunta importante.

Segundo uma pesquisa da L2 Gartner de 2015, 65% das publicações com melhor performance no Instagram eram de produtos, enquanto 29% eram de embaixadores da marca ou influenciadores.

Outra boa estratégia: de acordo com a mesma pesquisa, fotos de usuários da marca utilizando produtos são ótimos para a conversão. Consumidores que se deparam com uma imagem de outra pessoa utilizando o produto têm uma chance 4,5% maior de conversão, que aumenta para 9,6% quando interagem com a foto.

Por isso, vale a pena investir em conteúdo gerado pelos usuários. A republicação de fotos de clientes usando o seu produto pode valer mais a pena do que você mesmo produzir uma foto (além de ser muito mais fácil e barato, é claro).

Outra coisa que já mencionamos aqui no blog: no Instagram, o que importa é a consistência, não a frequência.

O objetivo de muitos estudos com foco em redes sociais é te dizer quantas vezes você pode postar em cada uma delas, mas a verdade é que, no Instagram, você pode publicar uma ou dez vezes ao dia e não vai ver queda significante no engajamento – desde que você mantenha a consistência.

No Instagram, não adianta se empolgar e publicar cinco fotos em um dia e passar vários sem abrir o aplicativo. Isso não funciona. Manter a consistência funciona.

Se você só tem tempo de fazer uma publicação por dia, ótimo! Se você manter a consistência e sempre publicar uma vez ao dia, você chega lá. Mas é claro que, quanto mais você posta, mais likes e seguidores consegue porque há maior exposição.

Ao contrário do que pode acontecer no Facebook, no Instagram não importa muito o fato de que você está postando uma vez a cada hora do dia – os posts mais recentes não vão passar por uma queda no engajamento. Estudos da Union Metrics e da Tailwind confirmam isso.

Porém, é importante lembrar que postar muitas vezes ao dia pode não ser o ideal pra você. Sua audiência pode não estar acostumada com aquela frequência e, além disso, com a grande quantidade de posts, pode ficar difícil ter tempo para criar conteúdo mantendo a qualidade e a consistência.

Postar várias vezes é legal se a sua audiência gosta de ver diversos posts por dia e se você tiver o pessoal para conseguir manter tudo isso. Se não, ter qualidade e consistência é mais importante. Um ou dois bons posts sempre serão melhores do que dez posts medianos.

 

4. Quando devo publicar?

Muitos (muitos mesmo) estudos tentam decifrar quais são os melhores horários para se publicar nas redes sociais. No fim das contas, isso só nos leva a resultados conflitantes e confusão no cérebro.

A CoShedule fez um super apanhado do que alguns desses estudos disseram. Vamos ver.

Segundo a pesquisa da própria CoShedule: os melhores dias são segunda e quinta-feira, sendo que o melhor horário é das 8h às 9h da manhã. Outros horários também são bons, mas eles lançam um alerta: evite postar entre as 3h e 4h da tarde.

Segundo a Neil Patel e QuickSprout: o engajamento é relativamente o mesmo, com um pequeno aumento nas segundas-feiras e diminuição aos domingos. Já quanto ao horário, o estudo sugere horas em que as pessoas estão fora do trabalho.

Segundo o HuffPost: o melhor horário é das 2h da manhã até 5h da tarde. O pico é na quarta-feira, às 19h.

Segundo a MarketingProfs: segunda-feira, das 8h às 9h da manhã, é o melhor dia e horário para engajamento, sendo que em outros dias o horário da 1h às 2h da tarde também é bom.

Segundo a Later: evite postar durante o horário de trabalho e prefira sempre horários de lazer.

Dá pra perceber que cada estudo diz uma coisa, né? Se fosse pra chegar a uma conclusão, eu diria para publicar majoritariamente em dias de semana. Quanto aos horários, eu procuraria postar sempre de manhã (mais ou menos 8h), horário do almoço (quando as pessoas querem dar uma relaxada) e/ou no final do expediente (depois das 17h ou 18h).

É claro que isso vale se o seu público-alvo ou personas tiverem idades em que normalmente se trabalha. Se você tem como público pessoas mais jovens, por exemplo – em idade escolar ou na faculdade –, é bom testar outros horários para ver o que funciona melhor!

 

5. O uso de vídeo e Stories

Em um evento no final de setembro, Carolyn Everson – executiva do Facebook, que é dono do Instagram – afirmou que os usuários têm gastado cada vez mais tempo assistindo a vídeos. Só no último ano, esse crescimento foi de 80%.

Isso, é claro, pode também ter relação com o fato de que o próprio Instagram liberou, em março de 2016, a publicação de vídeos mais longos – de até um minuto. Foi neste mesmo período que ocorreu uma das maiores mudanças no app: as imagens passariam a ser exibidas de acordo com um algoritmo, assim como já acontecia no Facebook, não mais em ordem cronológica.

Bom, já falamos do engajamento dos vídeos em comparação com as fotos, então vamos para outra coisa que está tirando a atenção do seu cliente do feed: o Instagram Stories.

O Instagram Stories alcançou 300 milhões de usuários diários em novembro de 2017 (é muita gente, né?). Ainda de acordo com Carolyn Everson, agora em junho de 2017 (quase um ano depois do lançamento), um terço dos Stories mais vistos eram de contas empresariais.

A grande sacada do Stories é que, ao contrário das publicações normais, ele aparece em ordem cronológica – o que é uma grande vantagem. Os Stories mais recentes aparecem logo ali, na cara do usuário quando ele abre o app.

Poucas semanas após o lançamento do Instagram Stories, a IconoSquare fez uma pesquisa para saber se o Stories afetou a visualização do feed “normal” do Instagram. Segundo a análise, quase um quarto dos usuários tinham deixado de ver o feed em favor do Stories. Além disso, houve uma queda na porcentagem de engajamento nas publicações.

Ainda, de acordo com a TechCrunch, um em cada cinco Stories publicados por empresas recebem uma resposta no Instagram. Bem legal, huh?

E não vamos esquecer de falar das lives, não é mesmo? A utilização da Live é muito legal principalmente porque os seus seguidores recebem uma notificação quando a Live começa com uma mensagem “assista antes que acabe!”. Mesmo depois que a transmissão ao vivo acaba, o vídeo fica disponível no Stories para ser visto depois. Estratégia bem interessante para se usar em entrevistas, eventos, colaborações com outras marcas ou influenciadores e, o mais legal, experimentação de conteúdo.

 

Agora é com você

Quer mais dicas de como arrasar nas redes sociais? Não se esqueça de dar uma boa olhada no nosso post com 6 técnicas marketeiras para as redes sociais! Tá cheio de exemplos do Instagram, além do Twitter e Facebook 🙂